7 septembre 2004
.::Em Silêncio::.
Dá saudade. Dá saudade olhar as mãos que
poderiam ter escrito o que já se foi. O que a memória não deixa
alcançar a não ser em estilhaços. Aliás, me encontro vencido por essa
imagem. Estilhaços. Fragmentos de algo. E quando você é o
fragmento? Não sei...Não importa. A multidão de pensamentos
desconexos me diz apenas que hoje não é domingo, mas é como se fosse.
feriado. Amanhã, vou entrar na minha sala e ver que tudo é como eu
deixei. A pior chaga da raça humana talvez seja essa ânsia pelo algo,
pelo além.
Tempos em tempos volto ao meu banzo. Sentimento herdado. Não sou branco. Sou aquele intervalo entre o senhor e o escravo. Sou aquele nado entre os recifes. Eu, que não sei nadar, que não sei pensar, que não sei versar, que não sei calar. Eu, que não sei andar de bicicleta.
O conjunto das impossibilidades é imenso. Parece se arrastar num campo paralelo e antagônico ao que é possível. E eu me vejo em meio ao inenarrável. Mas sei que isso tudo é só maquiagem e, como homens - ao menos em tese, não sabem maquiar logo o complexo será simples e aí sim eu estarei ferido. Ferido pela simplicidade do que sinto.
Não existe nada de complexo no homem. Complexa é a mulher. Ser de mais neurônios, ser de prole, ser atento, ser a ser amado. Nisso não há muito o que se discutir. Homens são simples, ao meu ver. É essa simplicidade vestida de complexidades que põe tudo a perder. Nunca vamos crescer, mas ao menos não deveríamos tentar nos dar uma máscara de maduros e seguir por aí dando chaves de braço. Hoje estou contra o meu gênero. Contra essa simplicidade de sentimentos que vejo em mim e que sei que não é só minha. Que é de todo um gênero buscando saber o que aconteceu depois da tal revolução feminina que nos pareceu tão curiosa.
Acabei por aprender quem sou. Olho minhas mãos e sei quem sou. Agora resta caminhar com o que sou e perguntar qual é o meu nome. Indagar de quantas falsas complexidades eu me visto. Sentir é maravilhoso, resta deixarmos dessa mania de que não sabemos ler o que sentimos. É lógico que o sabemos e somos os únicos capazes de saber. O que vem de nós nos faz parte.
Tempos em tempos volto ao meu banzo. Sentimento herdado. Não sou branco. Sou aquele intervalo entre o senhor e o escravo. Sou aquele nado entre os recifes. Eu, que não sei nadar, que não sei pensar, que não sei versar, que não sei calar. Eu, que não sei andar de bicicleta.
O conjunto das impossibilidades é imenso. Parece se arrastar num campo paralelo e antagônico ao que é possível. E eu me vejo em meio ao inenarrável. Mas sei que isso tudo é só maquiagem e, como homens - ao menos em tese, não sabem maquiar logo o complexo será simples e aí sim eu estarei ferido. Ferido pela simplicidade do que sinto.
Não existe nada de complexo no homem. Complexa é a mulher. Ser de mais neurônios, ser de prole, ser atento, ser a ser amado. Nisso não há muito o que se discutir. Homens são simples, ao meu ver. É essa simplicidade vestida de complexidades que põe tudo a perder. Nunca vamos crescer, mas ao menos não deveríamos tentar nos dar uma máscara de maduros e seguir por aí dando chaves de braço. Hoje estou contra o meu gênero. Contra essa simplicidade de sentimentos que vejo em mim e que sei que não é só minha. Que é de todo um gênero buscando saber o que aconteceu depois da tal revolução feminina que nos pareceu tão curiosa.
Acabei por aprender quem sou. Olho minhas mãos e sei quem sou. Agora resta caminhar com o que sou e perguntar qual é o meu nome. Indagar de quantas falsas complexidades eu me visto. Sentir é maravilhoso, resta deixarmos dessa mania de que não sabemos ler o que sentimos. É lógico que o sabemos e somos os únicos capazes de saber. O que vem de nós nos faz parte.
[dO.Ob] ...
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